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Por que devemos dar atenção a Síndrome de Burnout?


Esse texto foi escrito pela Estudante de psicólogia Vitória Ramos


Você é do tipo de pessoa que sempre dá seu máximo em todas as atividades que se propõem? Poxa, pensando bem, como poderíamos deixar de ser a pessoa que está sempre disponível? Ou o parceiro que nunca nega ajuda? Afinal, a opinião dos outros sobre nós acaba por nos ser notória, não é?


A questão a ser discutida é de que se cada um de nós carrega sua “mochila emocional”, mas acabamos por carregar também as emoções alheias, cedo ou tarde, essa bagagem ficará pesada demais de se carregar. Aqui então, fica uma pergunta: você sabe qual é o seu limite emocional?



Você sabe o que significa BurnOut?


O termo Burnout traz o conceito de limite emocional ultrapassado. Sua tradução direta, tem como significado “perda de energia”, ou “queimar para fora”. Se trata então de uma síndrome a qual o trabalhador perde o sentido da relação com seu trabalho e dessa forma sente que quaisquer que sejam seus esforços estes seriam inúteis. Em outras palavras, podemos dizer que o Burnout é uma reação a tensão emocional extrema gerada a partir do contato excessivo com outros seres humanos, exclusivamente os que estão preocupados com seus problemas e responsabilidades.


A síndrome de Burnout pode ser entendida então, como um conceito multidimensional, envolvendo três grandes sintomas, sendo:


Exaustão Emocional: Situação em que os trabalhadores não podem dar mais de si pois já atingiram seus máximos níveis afetivos. Sendo assim percebem o fim de sua energia e o esgotamento de seus recursos emocionais para lidar com as situações do cotidiano.


Despersonalização: Se trata do desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas, podendo envolver cinismo aos seus colegas e parceiros de trabalho. Dessa forma acontece a “coisificação” das relações.


Falta de envolvimento pessoal no trabalho: É o tipo de situação que tende a uma evolução negativas no trabalho e acaba por afetar o percurso produtivo do trabalho do individuo.


Em pesquisas atualizadas do Instituto Kronos, pode-se verificar que os fatores que mais geram a síndrome de Burnout são: a carga de trabalho excessiva, gestão fraca, remuneração injusta e ambiente de trabalho negativo. No geral, são colaboradores que se sentem, por algum motivo, desconectados da sua função empresarial. Diante disto, é notória a importância de não “coisificarmos” as pessoas e nossas relações e para que isto seja feito é preciso entendermos como o sistema impera sobre nossa rotina.


O que fazer então para que esses limites consigam ser estabelecidos?


Bom, pode-se verificar a qualidade de alguns pontos sobre as demandas da empresa e o individuo que nela trabalha. A principal questão a ser considerada, seja talvez, a preocupação que a Instituição deve ter com o bem-estar de seu trabalhador, sendo assim é necessário manter um ambiente de trabalho “claro” e/ou “limpo”, não apenas fisicamente, mas também sob as condições psicológicas, principalmente na atual condição remota de trabalho, devido a pandemia da COVID-19, na qual o trabalho pode acabar por ser excessivo, algo que acaba por ser corriqueiro neste cenário.


Leia algumas Dicas rápidas de como ter produtividade em meio a pandemia



Assim, percebemos a importância de uma comunicação interna bem desenvolvida no ambiente de trabalho, uma vez que um canal aberto para diálogos entre colaboradores e gestores cria um melhor engajamento e produtividade de ambos. Não é permitido dessa forma que o trabalhador se sinta frustrado ou alheio ao seu trabalho. As conexões fornecidas por uma boa comunicação, podem fazer a diferença no dia a dia do funcionário, dando-lhe sentido aquilo que produz e assim dá sentido também, a si mesmo.


Em suma, o dia a dia que vivemos atualmente nos gera fadiga, nos gera estresse por tentar controlar tudo ao nosso redor, principalmente em momentos caóticos, nos quais tendemos a nos atropelar em nossos próprios sentimentos. É necessário o entendimento de que não precisamos lidar com tudo a todo tempo, não somos máquinas, não somos solucionadores de problemas.


E entender que não vamos conseguir dar nosso máximo em todas as atividades que nos propusemos. Não vamos estar bem a todo momento, e está tudo bem. Também é importante nos conscientizar sobre a empatia alheia, e em como sermos empáticos com nós mesmos.

Cuidem-se!!!


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